quarta-feira, 13 de julho de 2016

Diocese anuncia transferências de padres. Pe. Estevão Leal é nosso.


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Escrito por www.jequieeregiao.com.br   

A Diocese de Jequié anunciou nesta quarta-feira (13.06.16) as nomeações que estavam previstas para ocorrer neste mês de julho de 2016. Como de praxes, o bispo diocesano, dom José Ruy, promove as mudanças após diálogos com os religiosos interessados e o Conselho de Presbíteros, de acordo com as normas canônicas.
O novo pároco da Catedral de Santo Antônio é o padre Roberto Oliveira, até agora Reitor do Seminário Maior em Belo Horizonte. Ele substitui o padre Vitor Menezes que assumirá a Paróquia N. Sra. das Graças, em Maracás. O padre Alberto Cardoso assumirá a Paróquia N. Sra. da Conceição, em Brejões, enquanto o padre  Paulo César Assis, recém chegado de Roma, será o pároco da Paróquia São José Operário. O novo pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro Mandacaru será o padre Thiago Teixeira. Já Monsenhor Hélio Sandes assumirá a Paróquia N. Sra. da Conceição, em Manoel Vitorino, ao lado do padre Ubiraci. A Paróquia N. Sra. da Conceição, em Jitaúna terá à frente o padre Estevão Leal. Afora isso, ficou decidido ainda que o padre Washington Ribeiro, hoje em Maracás, fará o curso de mestrado em Direito Canônico, na Itália e o padre Elixandro Olímpio desenvolverá atividades missionárias na Diocese de Conceição do Araguaia, no Amazonas.

Dom José Ruy, bispo diocesano de Jequié.
Por que o bispo precisa transferir padres? 
Toda vez que o bispo decide transferir padres surgem reações diversas, inclusive, não raramente, são feitos apelos na tentativa de impedir algumas mudanças. De nada adianta argumentar que "ele estava bem aqui" ou "ele não pode sair" ou "o senhor não pode tira-lo de nós", porque o bispo não transfere porque tem prazer em fazer isso, nem porque simplesmente “faz parte” ou porque quer exercitar sua capacidade de reorganizar a diocese a cada ano. Sobre as transferências de padres, certa feita dom José Carlos, bispo de Divinópolis/MG, argumentou o seguinte para responder esta pergunta tão comum nessas ocasiões:
- As decisões e transferências são pensadas e construídas num conselho de padres, demandam longas conversas e, às vezes, várias reuniões.
- Não se pode esquecer que o padre não é “seu” ou “nosso”, mas é da Igreja, da Diocese e colaborador do bispo. Isso não é arbitrário, é da natureza da nossa vocação sacerdotal e episcopal.
- O Direito Canônico fala de uma estabilidade ao pároco (seis anos e mais seis), mas isso não significa que não possa sair antes disso, se há acordo entre o bispo e este padre para outro lugar de missão.
- Neste período, podem aparecer outras necessidades, podem aparecer situações que obriguem a repensar a presença dele ali, podem existir desarranjos e incompatibilidades, e isso obriga a repensar a colocação.
- A justificativa de o padre ser bom e querido, ter pouco tempo ali, ter feito bons trabalhos, tudo isso é louvável, mas os critérios são mais abrangentes. A vida paroquial, sobretudo para os que estão sozinhos numa paróquia, exige múltipla atenção e variada atuação por parte do padre. Aprender isso é um caminho. Nem sempre feito no lugar onde o padre se encontra no momento.
- A mudança fará bem a todos, ao padre e à comunidade. Isso obriga a repensar relações, modos de servir e processos novos. Ninguém goza de estabilidade indefinida, nem os bispos! Prazos ajudam a gente a rever muitas posturas, manias e relações.
- Se um determinado sacerdote é dotado de muitas qualidades e competências a ponto de trazer grandes alegrias e avanços a uma comunidade, ele não pode ser possuído por esta comunidade como um “bem inalienável”. Outros lugares precisam dele e dos seus dons.
Além disso, deve-se levar m consideração que, mais cedo ou mais tarde, o próprio bispo poderá ser chamado para novas missões e assim segue.

Em Jitaúna já se fala na grande festa que será feita na chegada do novo Padre, muito querido por todos.

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