
Os professores da rede municipal de Jitaúna reuniram-se em assembleia nesta quinta-feira (25), no Colégio Municipal. Em pauta, o reajuste salarial para 2016, entre outras demandas da educação e dos professores da cidade. Na reunião, a coordenação do sindicato apresentou para a categoria informações que lhes foram passadas pela gestão do município, em duas reuniões da coordenação do sindicato com o executivo municipal ocorridas nesta semana, referentes a dados de despesas e receitas relacionadas à educação. Dentre outras informações que foram passadas pela gestão, informou-se aos professores presentes sobre a mudança no cálculo do repasse do Fundo de Participação dos Municípios – FPM, que, conforme documentação apresentada pelo executivo municipal, caiu do coeficiente 1,0 para 0,8 para Jitaúna, em razão da diminuição no número de habitantes ocorrida no ano passado, o que implicará em queda de arrecadação de recursos financeiros para a cidade em 2016. Após ouvir o relato de tudo o que ocorreu no processo de negociação do sindicato com o executivo municipal, especialmente no que tange à aplicação do Piso do magistério nos vencimentos dos docentes, que, neste ano, teve reajuste de 11,36%, os professores deliberaram pela aceitação da proposta oriunda da negociação com a prefeitura, que ficou caracterizada nos seguintes termos: aplicação do percentual de 11,36% nos vencimentos dos docentes, de forma escalonada, sendo 6% no mês de março próximo, mais 3% no mês de julho e mais 2,36% no mês de outubro. Além da aplicação do percentual de reajuste do Piso, da forma mencionada, na negociação foi garantido pelo executivo municipal o pagamento, no salário deste mês de fevereiro, dos processos de mudança de nível que estão pendentes. Também foi informado aos docentes que nos próximos dias a coordenação da APLB local se reunirá com os professores que possuem processos de gratificação pendentes para informar sobre as providências que serão tomadas a este respeito.
Nesta assembleia, os docentes também votaram pela adesão à greve nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE – para os dias 15,16 e 17 de março, período em que todos os professores da Educação Básica do Brasil estarão com suas atividades laborais paralisadas como forma de protesto contra a militarização da educação pública, contra a privatização do ensino público por meio de Organizações Sociais, pela garantia dos direitos conquistados pelos profissionais de educação e por mais investimentos e melhoria da qualidade do ensino oferecido pela escola pública. Nestes dias acontecerá uma mobilização nacional pela melhoria da educação brasileira.
Coordenação da APLB, Núcleo de Jitaúna